Livro de VisitasPor favor, CLIQUE AQUI e deixe suas impressões e comentários a respeito do site. Obrigada.

 

Letícia Lanz, agosto-2010

Um dia
Vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter...
Que nada, minha porção mulher
Que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É que me faz viver...

(Gilberto Gil, Super Homem, A Canção)

         Ao nascer (ou até muito antes disso, ainda no útero de nossas mães...), com base exclusiva no órgão genital que trazemos entre as pernas, somos enquadrados em uma das duas únicas categorias oficiais de pessoas que a sociedade "autoriza" existir nesse mundo. Quem nasce macho, isto é, com um pinto, é chamado de homem e quem nasce fêmea, ou seja, com uma vagina, é chamado de mulher. Embora baseada tão somente no órgão genital do bebê, essa rotulação condiciona, de maneira drástica e definitiva, tudo o que o recém-nascido poderá ou não fazer da sua vida durante sua (breve) estadia nesse planeta.  >> continua >>

Significados e Controvérsias da Palavra “Transgênero”

Letícia Lanz, 24 de agosto de 2010

Se a sociedade permitisse que cada um expressasse livremente a sua verdadeira identidade de gênero,
haveria, sem sombra de dúvida, um gênero para cada pessoa viva nesse mundo.

Introduzida em meados do século passado pela lendária Virginia “Charles” Prince (1913-2009), fundadora da “Society for The Second Self” e considerada a mãe dos crossdressers heterossexuais americanos (embora, ela própria, tenha realizado a cirurgia de readequação genital), a palavra “transgênero” (ou transgenerista, na grafia original) designava pessoas que, mesmo sem terem feito cirurgia de readequação genital, passavam a viver em tempo integral no gênero oposto ao que foram classificadas ao nascer. Pesquisando na internet, descobriremos que, hoje em dia, há inúmeros outros significados associados a esse termo, assim como inúmeras controvérsias em torno da sua aplicação.  Numa das principais acepções correntes, “transgênero” é empregado de maneira extremamente ampla reunindo, num só bloco, todos os grupos e subgrupos sociais com expressão de gênero fora do binômio masculino-feminino. Como se fosse um imenso “guarda-chuva”, o termo abrigaria desde crossdressers eventuais até transexuais operadas, passando por travestis, transformistas, drag-queens, gender-benders, gender-fuckers, andróginos, etc, etc. Embora a existência de uma palavra assim, com tamanha amplitude, seja extremamente útil para a reivindicação coletiva de direitos e cobrança de políticas públicas, na prática é praticamente impossível a criação de um discurso   >> continua >>

Superando o Medo de Se Revelar
Não nego: - o orgulho de ter me descoberto e me aceitado como uma pessoa absolutamente única e original - estágio de vida que alcancei a duríssimas penas – de uma hora para outra pode transformar-se em vergonha e culpa. Basta eu perceber que os “outros” não estão me vendo simplesmente como uma pessoa “diferente” deles, mas como alguém “doente” e   >>Leia mais>>

Desejos, Limitações e Possibilidades
Tem coisa mais perversa e sacana do que conselho de livro de auto-ajuda? Esses do tipo "aceite-se" ou "seja a pessoa que você é"?
Eu tenho passado séculos da minha vida tentando fazer exatamente isso: - aceitar-me como eu sou, reunindo toda forma de coragem disponível em mim, praticando toda espécie de sacrifício, consumindo todas as minhas reservas de energia, do nascer ao   >> Leia mais>>
Agora eu aceito;
Agora eu não aceito mais...

Como muitos CDs já descobriram, o caminho para uma esposa ou amiga aceitar a nossa condição de crossdressers é quase sempre muito complicado e difícil. Ao longo do percurso, quase sempre ocorrem guinadas bruscas, paradas repentinas, voltas imprevistas, e até alguns retornos ao ponto de partida. Compreender porque acontecem esses acidentes de percurso, e o que você pode fazer para ajudá-la >> Leia mais>>
Quem É Essa Figura Insólita Chamada Crossdresser?
Quem é essa figura insólita, sombria e miasmática, chamada crossdresser? Quem é esse personagem tragicômico, que dia após dia se arrasta nas sombras do seu palco-armário, evitando de todas as formas submeter-se ao olhar público, ao mesmo tempo em que busca por ele avidamente, como um mendigo faminto de exposição, reconheci- mento e legitimação?
                                 >>Leia mais>>

A questão não é as outras pessoas me aceitarem, mas eu me aceitar.
Quando compreendo e aceito quem eu sou,
dói muito menos e passa muito mais rápido o desconforto de saber
que nem todos compreendem ou aceitam o meu jeito de ser.

Letícia Lanz

Reuni neste site
uma série de textos, artigos, estudos, bibliografias, fotos e até charges humorísticas relativas ao mundo  transgênero, particularmente ao segmento conhecido como crossdresser. Ao compartilhar esse resultado de muitos anos de estudo e pesquisas sobre gênero e sexualidade humana, desejo contribuir para que mais pessoas possam entender e aceitar melhor o que é e como se manifesta esse complexo fenômeno humano chamado transgeneridade.

Letícia Lanz, junho de 2008

Estatísticas do Site

visitas até de |

Última Atualização: 24-08-2010

|

Data da Instalação: 29-06-2008 

 

Criado e desenvolvido por Letícia Lanz, entre março e junho de 2008.
O material aqui contido é de livre circulação, não se destinando a nenhum tipo de comercialização.

Contato: lelanz@leticialanz.org