|
|

 |
|
|
Letícia
Lanz, dez-2009 |
Um dia Vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter...
Que nada, minha porção mulher
Que até então se resguardara
É a porção melhor que trago em mim agora
É que me faz viver...
(Gilberto Gil, Super Homem, A Canção)
Ao nascer (ou até muito antes disso, ainda no
útero de nossas mães...), com base exclusiva
no órgão genital que trazemos entre as pernas,
somos enquadrados em uma das duas únicas categorias
oficiais de pessoas que a sociedade "autoriza"
existir nesse mundo.
Quem nasce macho, isto é, com um pinto, é
chamado de homem e quem nasce fêmea, ou seja, com
uma vagina, é chamado de mulher. Embora baseada tão
somente no órgão genital do bebê, essa rotulação
condiciona, de maneira drástica e definitiva, tudo o
que o recém-nascido poderá ou não fazer da sua vida
durante sua (breve)
estadia nesse planeta. Através dessa apropriação do
"sexo biológico"
>> continua >> |
|
 |
 |
 |
|
Feliz Dois Mil e Des...armarizado! |
|
1o de
janeiro de 2010 |
|
Entrar em contato com a própria
transgeneridade é algo absurdamente
assustador para qualquer mortal, nascido
e criado sob a égide da divisão binária
de gêneros que vigora na nossa
sociedade. Em aspectos e graus
muitíssimo variados, a pessoa
transgênera simplesmente não consegue
definir-se e/ou enquadrar-se, de maneira
certa e definitiva, como faz a maioria
das pessoas, nem dentro do gênero
masculino, nem dentro do gênero
feminino. Vive permanentemente oscilando
de um para o outro pólo sem, contudo,
encontrar uma ancoragem absolutamente
segura e inequívoca em nenhum dos dois.
A questão é que a transgeneridade é a ânsia por um outro
gênero, que não é nem o masculino, nem o
feminino, mas "um outro". Qual outro,
não se sabe. Numa das suas formas menos
"radicais", esse “outro gênero” pode
apresentar-se como uma soma ou fusão de
aspectos do gênero masculino com o
feminino. Na forma mais radicalmente
revolucionária, a transgeneridade pode
advogar pura e simplesmente a extinção
sumária do sistema binário de gêneros, a
fim de que cada pessoa possa manifestar
o seu próprio gênero.
Particularmente, o formato da minha transgeneridade fez com
que eu buscasse a “elaboração” de um
outro gênero que, embora fortemente
baseado em características hoje
atribuídas exclusivamente ao
>> continua |
|
|
|
|
A Hora de Sair do Armário
Para o
homem é infinitamente mais difícil reconhecer,
aceitar e expressar a sua “face de humanidade” no
mundo exterior. O macho é preparado para ser um
obreiro eficiente, um soldado voraz, um líder
“moralmente irreprovável” e outras besteiras do
tipo. A nenhum homem é dado o direito de ser uma
“pessoa humana”, com plena liberdade de expressar
seus sentimentos e seus desejos mais
>>
Leia mais>> |
|
10
Maiores Bloqueios à Expressão Transgênera
É através da sua "identidade de gênero "que cada
indivíduo se estabelece como “ser no mundo” e se
relaciona com todas as pessoas e situações
existentes no mundo à sua volta. Cada pessoa recebe
a sua identidade de gênero ao nascer, exclusivamente
em função do órgão genital que traz entre as pernas.
Se for macho – ou seja, se tiver um pênis, será
classificado como “homem” ou
>> Leia mais>> |
|
Medo
de Sair
do Armário 
Com medo
de sair do armário? Você não é a única, querida.
Tenho motivos para acreditar que a maioria de nós
teve, tem e continuará tendo medo de se expor
abertamente em público. E devo dizer que,
infelizmente, nossos temores têm fundamento. Apesar
de tanta conversa fiada sobre mudança e renovação de
costumes, ainda vivemos basicamente numa sociedade
machista e preconceituosa,
>> Leia mais>> |
|
|
|
|
|
 |
|
A questão não é
as outras pessoas me aceitarem, mas
eu me aceitar.
Quando compreendo e aceito quem eu sou, dói
muito menos e passa muito mais rápido
o desconforto de saber que nem todos
compreendem e aceitam o meu jeito de ser.
Letícia Lanz |
|
|
 |
|
|
|
|
Estatísticas do Site |
 |
visitas até |
 |
de |
 |
| |
Última Atualização:
1o-01-2010 |
| |
Data da Instalação: 29-06-2008 |
|
|
Aqui estão reunidos
uma série de textos, artigos, estudos,
depoimentos, links, bibliografias, fotos e até charges
humorísticas relativas ao mundo transgênero,
particularmente ao segmento conhecido como crossdresser. Ao
compartilhar esse resultado de muitos anos de estudo e
pesquisas sobre gênero e sexualidade humana, desejo
contribuir para que mais pessoas possam entender e aceitar
melhor o que é e como se manifesta esse complexo fenômeno
humano chamado transgeneridade
Letícia Lanz, junho de 2008 |
Criado e
desenvolvido por Letícia Lanz, entre março e junho de 2008.
O material aqui contido é de livre circulação, não se
destinando a nenhum tipo de comercialização.
Contato:
lelanz@leticialanz.org |
|